Farmacopéia Popular do Cerrado
A Farmacopéia Popular do Cerrado, iniciativa da Articulação Pacari, uma rede sócio-ambiental formada por grupos comunitários que praticam a medicina tradicional no bioma Cerrado, é resultado de uma pesquisa popular de plantas medicinais, de autoria de 262 autores sociais, entre raizeiros, raizeiras e representantes de farmácias caseiras e/ou comunitárias.
Dona Francisca é uma das autoras do livro, onde registrou o modo de preparo do polvilho da batata do algodãozinho do cerrado, uma importatíssima planta medicinal de nosso bioma.
Toda a pesquisa popular que deu origem ao livro visou o incentivo à prática da medicina tradicional e salvaguarda dos saberes sobre o uso e manejo sustentável de plantas medicinais. Ela foi realizada no contexto do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, criado por meio de uma portaria interministerial em 2008, envolvendo os setores da saúde, meio ambiente, desenvolvimento e tecnologia, agricultura e combate à fome.
O Ministério do Meio Ambiente, naquele momento, reconheceu a Farmacopéia Popular do Cerrado como uma proposta a ser multiplicada, precursora à elaboração de ‘farmacopéias populares nos diferentes biomas brasileiros’, e uma metodologia a ser adotada, de diálogo entre as comunidades e demais setores da sociedade, visando a complementação e respeito entre os diferentes sistemas de conhecimentos tradicional e científico, com benefícios para todos.



Leia o livro!
Esse Dom Que Deus Me Deu
Esse Dom que Deus me Deu – a arte e o ofício das parteiras tradicionais do DF e GO. Pirenópolis/GO: Criação Guaimbê, 2016. Daraína Pregnolatto e Silvéria Santos.
Arte de partejar e pegar criança.
No livro Esse Dom Que Deus me deu, Dona Francisca conta a história como parteira, relato que se soma à de muitas outras parteiras de Goiás e do Distrito Federal. No documentário, realizado pelo mesmo projeto, ela também conta um pouco dessa história.

Assista ao vídeo!
